RAÇAS

Aberdeen Angus

A Fazenda Bom Jesus do Herval - BHJ Ltda, desde o ano de 2003 se dedica à criação da raça Aberdeen Angus com vistas ao fornecimento de material genético, porém a profunda admiração pela mesma ocorreu na década de 70, quando seus proprietários eram estudantes de Medicina Veterinária.

 

Com o foco no bom atendimento e satisfação de seus clientes a BJH dedica-se à criação de animais rústicos, de alta qualidade genética, criados extensivamente e bem adaptados ao ambiente. O controle estratégico para manter a imunidade de seus animais contra a Tristeza Parasitária é uma prática adotada pela Fazenda BJH, para oferecer animais com resistência à enfermidade.

 

Na Escócia os bovinos mochos pretos e aspados existiam a mais de 400 anos, sendo representados em antigas esculturas e em objetos de decoração.

 

A criação, afirmação, disseminação e o sucesso da raça, devem-se a dois criadores escoceses por seu talento e dedicação na seleção do gado que deixou um enorme legado. Eles mesclaram diversos tipos locais, em busca da formação da raça posteriormente denominada de Aberdeen Angus. Hugh Watson foi considerado o criador pioneiro no condado de Angus, por conduzir a criação sistemática do gado “doddie”, um bovino de pelos longos, especialmente na face interna das orelhas. William  McCombie no condado de Aberdeen, iniciou a criação ficando conhecido como o grande melhorador da raça, pela perspicácia que tinha na padronização dos animais, assim como pelas suas qualidades como criador e participante entusiasta de concursos.

 

Foi William McCombie que sabiamente fez a junção das palavras dos dois condados o que muito bem representa a denominação racial de Aberdeen Angus, fazendo jus aos locais de seu desenvolvimento. 

Em 1523, havia alguns rebanhos do gado negro mocho, em Cutler, distrito de Aberdeenshire que foram mantidos em estado puro. No entanto, os bovinos de Aberdeenshire, anteriores a 1760, eram animais de porte pequeno e frequentemente aspados, com diversas pelagens, incluindo negro, brasino, prata amarronzado, amarelo, cinza, vermelho, cintados e negros com orelhas e dorso marrons. Após 1760, foram introduzidos touros da Inglaterra, Países Baixos e sul da Escócia para melhorar esses animais e alguns fazendeiros iniciaram a seleção para certos padrões de pelagem. 

 

Os fazendeiros, do nordeste do condado de Aberdeen preferiam animais mochos de pelagem negra ou sendo aceitável um pouco de branco no úbere, por acreditarem que seria uma característica de vacas com maior produção de leite. Esses animais mochos foram cruzados com os animais aspados das terras altas de Aberdeen, produzinho animais aspados, mochos e com rudimentos de chifres. Apresentavam várias pelagens, havendo muitos vermelhos, brasinos e negros mesclados com marrom.

No inicio do século XVII, quando a Escócia foi anexada à Inglaterra, produziu-se um ativo comércio de gado entre os dois países. Os animais preferidos no sul da ilha eram os pretos mochos o que induziu os criadores a selecioná-los e aumentar seu número, eliminando os animais aspados. Gradualmente fixou-se um tipo negro e mocho. 

 

 Outra importante contribuição à raça foi realizada por George Macpherson-Grant, que ao adquirir touros de McCombie selecionou várias linhagens maternas. Ele também estimulou núcleos de criação não somente na Escócia, mas em outros países.

 

No Brasil há produtores que se dedicam à criação de exemplares vermelhos e pretos e outros que optam por apenas uma das pelagens.

 

O primeiro exemplar vermelho nascido no Brasil, no ano de 1938, foi oriundo de um plantel de pelagem preta na Estância Camoaty, em Uruguaiana, RS. Nessa época até uma denominação diferente foi proposta, como se esse exemplar fosse de outra raça, ou seja, a Red Angus. O Red Angus tem origem no atavismo de um gene para a coloração, que a maioria das raças pretas escocesas possui.

 Porém na realidade o nome correto da raça é Aberdeen Angus, com exemplares de pelagens preta ou vermelha.